Enunciado:
Bem antes que tentassem me convencer que a data de nascimento da modernidade era um espírito cartesiano, ou então um novo interesse empírico pela natureza que transpirava das páginas do Novum Organum de Bacon, ou ainda (mais tarde e mais “marxista”) à abertura dos primeiros bancos — bem antes de tudo isso, quando era essa a lição que se ensinava, que a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro capítulo dos tempos modernos eram as viagens e as grandes explorações. Entre estas, a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler O Mediterrâneo de Fernand Braudel para conceber o alcance simbólico do polo além de Gibraltar, não costeando, mas reto para frente. Precisa, entre outras palavras, evocar o mar Mediterrâneo — este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie de útero vital compartilhado — para entender por que a viagem de Colombo acabou e continua sendo usada como metáfora do fim do mundo fechado, do abandono da casa materna e paterna.
Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto precedente.
Texto do item:
Segundo o autor do texto, o ensino da história da modernidade aos jovens fixou-se em um passado que se mantém como referência dos tempos modernos apesar de suas premissas, seja as do fé cartesiano ou mesmo as do “espírito cartesiano”.
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