ERRADO.
A afirmativa contém dois erros factuais relevantes quanto à lista de países que teriam sido “incorporados” ao BRICS. Vejamos a análise detalhada:
1. O que está correto na afirmativa
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Composição original: De fato, o BRICS foi inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China (acrônimo BRIC, cunhado por Jim O’Neill, do Goldman Sachs, em 2001),
tendo seu primeiro encontro de cúpula em 2009. A África do Sul aderiu em 2010, passando o grupo a se chamar BRICS.
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Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã: Esses quatro países efetivamente aderiram ao bloco.
Em janeiro de 2024, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos ingressaram no bloco, elevando o número de membros de cinco para nove.
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Indonésia:
Em 6 de janeiro de 2025, a Indonésia aderiu oficialmente ao BRICS como membro pleno, tornando-se o primeiro Estado do Sudeste Asiático a integrar o bloco, bem como o 10º membro.
2. Os erros da afirmativa
Argentina
A afirmativa inclui a Argentina entre os países incorporados, o que é incorreto.
A Argentina, sob a liderança de seu novo presidente, Javier Milei, recusou o convite, com o presidente explicando que sua política externa “difere em muitos aspectos da do governo anterior.”
O líder de extrema-direita e pró-EUA Javier Milei chegou ao poder em dezembro de 2023 e reverteu a decisão, bloqueando a adesão da Argentina ao BRICS em janeiro de 2024.
Portanto, embora a Argentina tenha sido convidada na Cúpula de Joanesburgo (2023), ela nunca chegou a se incorporar efetivamente ao BRICS.
Arábia Saudita
A afirmativa também inclui a Arábia Saudita como país incorporado, o que igualmente é incorreto.
A Arábia Saudita não aderiu ao BRICS no início de 2024 como havia sido planejado, anunciando em meados de janeiro que ainda estava considerando a questão. Em maio de 2025, o assunto continuava em análise.
Embora a Arábia Saudita não tenha decidido formalmente aderir, seu chanceler, Príncipe Faisal bin Farhan, liderou uma delegação na cúpula de 2024 em Kazan e participou das atividades como nação convidada.
3. Observação doutrinária complementar
Cabe ainda uma ressalva conceitual: o BRICS, rigorosamente, não é um “bloco econômico” no sentido técnico-doutrinário da expressão (como são, por exemplo, o Mercosul, a União Europeia ou a ASEAN, que possuem tratados constitutivos com obrigações comerciais vinculantes). O BRICS é, na verdade, um fórum intergovernamental de cooperação e concertação política, sem tratado constitutivo formal, sem personalidade jurídica internacional própria e sem estrutura supranacional. Suas decisões são tomadas por consenso e não possuem caráter juridicamente vinculante. Todavia, essa imprecisão terminológica pode ser atribuída à redação genérica do enunciado, que utilizou “bloco econômico” de forma ampla.
Resumo dos membros plenos do BRICS (em março de 2026)
| Fase |
Países |
| Fundadores (2009) |
Brasil, Rússia, Índia, China |
| 1ª expansão (2010) |
+ África do Sul |
| 2ª expansão (jan/2024) |
+ Egito, Etiópia, Irã, EAU |
| 3ª expansão (jan/2025) |
+ Indonésia |
A Arábia Saudita permanece em análise, e a Argentina recusou formalmente o convite. Portanto, a afirmativa é ERRADA.
Comentário automático feito pela inteligência artificial do Clipping.ai apenas para referência. Comentários dos nossos professores virão a seguir.