ERRADO.
A afirmativa inverte completamente o sentido do Corolário Trump à Doutrina Monroe. Vejamos por quê:
1. O Corolário Trump reforça — e não flexibiliza — a influência dos EUA no hemisfério
A Estratégia de Segurança Nacional publicada pelo governo dos EUA em dezembro de 2025 introduz explicitamente o que chama de “Trump Corollary to the Monroe Doctrine”: “After years of neglect, the United States will reassert and enforce the Monroe Doctrine to restore American preeminence in the Western Hemisphere.”
O “Corolário Trump” deixa claro que o continente americano “pertence” aos EUA e que nenhuma “nação estrangeira” ou “instituição globalista” podem exercer quaisquer influências nesse território ou “quintal”.
Portanto, longe de “flexibilizar” a influência norte-americana, o Corolário Trump a intensifica e radicaliza, buscando restaurar uma proeminência hegemônica unilateral sobre o Hemisfério Ocidental.
2. O foco é hemisférico, e não em parcerias globais diversificadas
A afirmativa sugere que o Corolário Trump “prioriza o estabelecimento de parcerias com economias de diferentes regiões do globo”. Isso é o oposto do que o documento propõe.
Colocar o Hemisfério Ocidental como centro da política externa dos EUA marca uma mudança significativa em relação ao “pivot to Asia” lançado no primeiro mandato de Obama.
A estratégia afirma que os EUA irão “deny non-Hemispheric competitors the ability to position forces or other threatening capabilities, or to own or control strategically vital assets, in our Hemisphere.”
Ou seja, ao invés de promover parcerias com economias de diferentes regiões, o Corolário Trump busca excluir competidores extra-hemisféricos — notadamente China e Rússia — da área de influência norte-americana.
Trata-se de um recado claro a países como China e Rússia, e mesmo a respeitáveis instituições multilaterais, como a própria ONU e suas agências especializadas.
3. A lógica é de dominação regional, não de cooperação global
A estratégia afirma que o Hemisfério Ocidental deve ser controlado pelos EUA política, econômica, comercial e militarmente.
A prioridade dos Estados Unidos será o Hemisfério Ocidental, um eufemismo para referir-se à América Latina. Além disso, anuncia-se que a região deve ficar livre de influências de potências extrarregionais, uma clara referência à China e, em menor medida, à Rússia.
Isso significa um reajuste da presença militar global dos EUA para enfrentar ameaças urgentes em seu hemisfério, afastando-se de teatros cuja importância relativa para a segurança nacional americana diminuiu nas últimas décadas.
Síntese didática para o CACD
O Corolário Trump à Doutrina Monroe, formalizado na National Security Strategy de novembro de 2025, representa uma intensificação — e não uma flexibilização — do controle norte-americano sobre o Hemisfério Ocidental. Seus pilares são:
| O que a afirmativa diz |
O que o Corolário Trump realmente propõe |
| “Flexibiliza” a influência dos EUA no hemisfério |
Reafirma e reforça a preeminência norte-americana no Hemisfério Ocidental |
| Prioriza parcerias com economias de diferentes regiões |
Exclui competidores extra-hemisféricos (China, Rússia) e concentra o foco no hemisfério |
O Corolário Trump à Doutrina Monroe pode ser resumido assim: “submetam-se ou sofram as consequências”.
Trata-se, em essência, de uma atualização do intervencionismo clássico norte-americano na tradição do Corolário Roosevelt (1904), agora direcionado não mais contra potências europeias, mas contra a influência sino-russa na América Latina,
ampliando a Doutrina Monroe — tal como fizeram o Corolário Roosevelt (1904), o Corolário Kennan (1950) e o Corolário Reagan (1980) — para justificar, em diferentes circunstâncias, a intervenção dos EUA na América Latina.
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