ERRADO.
Explicação didática
A afirmativa contém um erro claro ao atribuir ao Plano de Metas (governo JK, 1956–1961) o setor de saúde como área prioritária de investimento, confundindo-o com o Plano SALTE (governo Dutra, 1946–1950).
1. Os setores prioritários do Plano SALTE
O Plano SALTE (iniciais de Saúde, Alimentação, Transporte e Energia) foi um plano econômico lançado pelo Governo Eurico Gaspar Dutra.
O objetivo do SALTE era estimular e melhorar o desenvolvimento de setores de saúde, alimentação, transporte e energia por todo o Brasil, assim ajudando e melhorando as condições de vida da população brasileira.
Portanto, os quatro setores prioritários do SALTE eram: Saúde, Alimentação, Transporte e Energia — exatamente as iniciais que formam a sigla.
2. Os setores prioritários do Plano de Metas
O Plano de Metas de Juscelino Kubitschek baseava-se em “30 metas”, divididas em: Setores da energia (1 a 5), Setores do transporte (6 a 12), Setores da alimentação (13 a 18), Setor da indústria de base (19 a 29), Setor da educação (30).
JK vislumbrava a economia nacional como uma potência de progresso, com um slogan desafiador de “50 anos em 5”, buscou pontuar com maiores detalhes as áreas que precisavam de investimento no curto prazo, áreas essas que eram vistas como primordiais para o desenvolvimento nacional, este planejamento era subdividido em cinco categorias de prioridades: energia, transportes, alimentação, indústrias básicas e educação.
Os cinco setores do Plano de Metas eram, portanto:
- Energia
- Transportes
- Alimentação
- Indústrias de base
- Educação
3. Onde está o erro?
A afirmativa diz que o Plano de Metas, “assim como o Plano SALTE”, incluiu entre seus setores prioritários alimentação, energia, saúde e transporte. Isso é incorreto porque:
- Saúde NÃO era setor prioritário do Plano de Metas. Era setor do Plano SALTE.
- O Plano de Metas substituiu “saúde” por indústrias de base e educação, refletindo uma lógica desenvolvimentista voltada à industrialização pesada e formação de pessoal técnico.
O Plano não se preocupava com a má distribuição da renda e não contemplava gastos “sociais” além de uma meta de treinamento e formação de pessoal técnico.
Isso reforça que a área de saúde ficou de fora das prioridades do Plano de Metas.
Educação e alimentação receberam 4,3% e 3,2% das verbas destinadas ao Plano de Metas, enquanto o transporte abocanhou 29,6%.
Note que saúde sequer aparece na alocação de recursos.
4. Quadro comparativo
| Setor |
Plano SALTE |
Plano de Metas |
| Saúde |
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| Alimentação |
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| Transporte |
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| Energia |
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 |
| Indústrias de base |
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| Educação |
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5. Referências doutrinárias
A doutrina clássica sobre o tema, como a obra de Carlos Lessa (Quinze Anos de Política Econômica, 1983) e de Giambiagi & Villela (Economia Brasileira Contemporânea), é enfática ao distinguir a natureza dos dois planos: o SALTE tinha caráter mais social (incluindo saúde), enquanto o Plano de Metas era focado na industrialização por substituição de importações, priorizando infraestrutura produtiva e indústria de base.
Conclusão
A questão utiliza uma “pegadinha” clássica de provas de concurso: projetar os setores do Plano SALTE sobre o Plano de Metas. Embora haja interseção (energia, transporte e alimentação estão em ambos), saúde é exclusiva do SALTE, e o Plano de Metas tem indústrias de base e educação como setores próprios. Portanto, o item é ERRADO.
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