(CACD 2025) item 22 - (Língua Portuguesa). Ao contar sua experiência passada, o autor do text

Enunciado:

Cannes – 31 de maio – 1952

Em abril de 1952, embarquei numa aventura singular: fui a Moscou e a outros lugares medonhos, além da Cortina de Ferro, expostos ao vigor de uma civilização cristã e ocidental.
Nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer a um homem sedentário, acostumado a ônibus e à rotina.
Absurdamente viajei — e o movimento era indispensável.
Faltavam-me recursos, mas minha experiência dizia que não me deixariam sair do Brasil.
Disse isso com franqueza, mas não estava disposto a tentar: abandonei a toca ainda vivo.
Recusei, pois o convite era uma divagação insensata.
Tudo aquilo era impossível.
Mas as circunstâncias me forçaram a agir, apesar das dificuldades.
Vi-me cercado por malas, papéis, filhos, sapatos, e subi nos sapatos dos meus filhos para continuar.
Após caminhar sobre terras distantes, resolvi não odiar os aparelhos — apesar de sua presença hostil.
Em Porto Alegre, viajei de automóvel.
Tenho horror a casas desconhecidas.
Falo mal duas línguas estrangeiras.
Decidi não viajar, mas me vi num método não convencional, amarrado, obediente ao letreiro da cabine.

A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e literários, julgue os itens a seguir.

Texto do item:

Ao contar sua experiência passada, o autor do texto julga ter sido “insensata” sua recusa ao convite de viajar, por sua viagem ter-se provado agradável e auspiciosa, como se entende da leitura do segundo período do texto.

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Gabarito sugerido: E
No texto, o narrador afirma que recusou o convite “pois o convite era uma divagação insensata” – o adjetivo “insensata” qualifica o convite (não a recusa). Em nenhum momento ele reconsidera a recusa como equivocada por a viagem ter sido agradável ou auspiciosa; ao contrário, o relato enfatiza dificuldades, medo e desconforto (“lugares medonhos”, “horror a casas desconhecidas”). Logo, a afirmativa está errada.


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