ERRADO.
Análise detalhada
A afirmativa contém elementos parcialmente corretos, mas seu núcleo conclusivo — a ideia de que prevaleceriam manchas urbanas não conurbadas e fragmentadas — é factualmente incorreta tanto para Brasília quanto para Goiânia. Vejamos ponto a ponto:
1. “Brasília e Goiânia são metrópoles de formação recente”
(Correto)
Esse trecho é verdadeiro. Goiânia foi fundada em 1933 e Brasília em 1960, sendo ambas cidades jovens no contexto brasileiro.
De acordo com a REGIC 2018 do IBGE, Brasília é classificada como Metrópole Nacional (segundo nível hierárquico), enquanto Goiânia figura como Metrópole (terceiro nível).
2. “Apresentam urbanização dispersa”
(Parcialmente correto)
De fato, ambas possuem traços de urbanização dispersa.
Brasília “relaciona-se historicamente com a dispersão urbana, mas também aos processos contemporâneos de metropolização, seguidos da ocupação de vazios territoriais entre os núcleos urbanos existentes.”
A expansão da área de Brasília ocorreu de forma “polinucleada e esparsa no território do Distrito Federal, perpassando posteriormente seus limites político-administrativos e abrangendo um espaço de influência direta em municípios do Estado de Goiás, formando o aglomerado urbano da Área Metropolitana de Brasília.”
Para Goiânia,
pesquisa da UFG revela “a fragmentação do território e o surgimento de novas ‘manchas urbanas’ (espaços vazios em meio a áreas recém-ocupadas)”
, indicando também dispersão.
3. O ERRO CENTRAL: “prevalência de manchas urbanas não conurbadas e fragmentadas” 
Aqui reside o equívoco fundamental da afirmativa. Ambas as metrópoles apresentam processos de conurbação intensos e consolidados, que são, na verdade, a dinâmica predominante — e não a fragmentação não conurbada.
Brasília:
O Plano Piloto “torna-se centro de uma região metropolitana em franco processo de conurbação hoje com quase 3.000.000 habitantes.”
Há uma grande área conurbada na direção sul (BR-040), incluindo os municípios de Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Novo Gama e Luziânia.
A mancha urbana se estendeu desde o Plano Piloto pelas Regiões Administrativas do Cruzeiro, Guará, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, até Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, e “essa conurbação se alinhou aos eixos viários que se dirigiam no sentido sudoeste e sul do Distrito Federal.”
Goiânia:
A Região Metropolitana de Goiânia é definida como “uma conurbação de cidades ao redor de Goiânia”.
Os municípios de Senador Canedo, Trindade, Goianira e Santo Antônio de Goiás conurbam-se a Goiânia, e Aparecida de Goiânia já estava conurbada desde a década de 1980, com o processo de conurbação continuando a se estender.
Aparecida de Goiânia “forma um dos mais intensos estágios de conurbação do Centro-Oeste.”
Pesquisa da UFG confirma que essa dinâmica “intensificou a conurbação entre municípios vizinhos à capital — como Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade.”
4. A necessidade de políticas de mobilidade
(Correto, mas pela razão oposta)
A necessidade de políticas de mobilidade é real — mas justamente por causa da conurbação, e não pela sua ausência. A intensa integração funcional entre os núcleos gera movimentos pendulares massivos (trabalho, estudo, serviços).
A RMG, por exemplo, tem como principal vetor de integração metropolitana a mobilidade, com foco direto no transporte coletivo.
O IBGE utiliza como critério de integração metropolitana o “índice de intensidade relativa dos movimentos pendulares para trabalho e estudo” e a “contiguidade das manchas urbanizadas quando a distância entre as bordas das manchas urbanizadas principais de dois municípios é de até 3 km”.
Síntese
| Elemento da afirmativa |
Avaliação |
| Metrópoles de formação recente |
Correto |
| Urbanização dispersa |
Parcialmente correto |
| Necessidade de políticas de mobilidade |
Correto |
| Prevalência de manchas não conurbadas e fragmentadas |
Incorreto |
A afirmativa erra ao concluir que a urbanização dispersa de Brasília e Goiânia se traduz em prevalência de manchas não conurbadas. A realidade é oposta: em ambas as metrópoles, a dispersão inicial deu lugar a processos intensos de conurbação ao longo dos principais eixos rodoviários, formando aglomerados metropolitanos consolidados. A necessidade de políticas de mobilidade decorre justamente dessa conurbação crescente e dos fluxos pendulares dela derivados, e não da fragmentação não conurbada.
Comentário automático feito pela inteligência artificial do Clipping.ai apenas para referência. Comentários dos nossos professores virão a seguir.