Questão 40 item 177 - (Política Internacional - 1a Fase - CACD 2026). Em janeiro de 2026, à margem do Fórum Econômico Mu

Enunciado:

No que se refere à paz e à segurança internacionais, bem como à dimensão da segurança na política exterior brasileira, em um cenário de recrudescimento da competição estratégica, julgue os próximos itens.

Texto do item:

Em janeiro de 2026, à margem do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suiça, foi assinada a Carta de criação do Conselho da Paz, uma nova organização internacional proposta pelos EUA para reunir, em conciliação, os países do G7, do BRICS e do G20, a fim de promover a estabilidade e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos.

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ERRADO.

A afirmativa contém diversos erros substanciais que a tornam incorreta. Vamos analisar ponto a ponto:


O que a afirmativa acerta (parcialmente)

É verdade que, em 22 de janeiro de 2026, à margem do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, foi assinada uma carta de criação de um organismo internacional voltado à paz.
Trump hosted a signing ceremony for the founding charter of the BoP on the side-lines of the 56th World Economic Forum in Davos.

O Conselho da Paz tem como objetivo declarado “promover estabilidade, restaurar uma governação fiável e legal e garantir uma paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos”.


Os erros fundamentais da afirmativa

1. Nome incorreto: O organismo chama-se “Board of Peace” (Conselho da Paz), e não “Conselho da Paz” como órgão de conciliação multilateral nos moldes descritos.
The Board of Peace (BoP), or the Peace Board, is an international organization with the stated purpose of promoting peacekeeping around the world.

2. Não foi proposto para “reunir, em conciliação, os países do G7, do BRICS e do G20”: Este é o erro central e mais grave. O Conselho da Paz não foi concebido como um fórum de conciliação entre G7, BRICS e G20.
Established by President Donald Trump and led by the government of the United States, the board is named in United Nations Security Council Resolution 2803 as a body tasked with overseeing the processes of the Gaza peace plan.
Sua origem está vinculada ao plano de paz para Gaza, tendo depois ampliado suas ambições.

Na prática, vários membros do G7 recusaram o convite:
Several European allies declined participation. Norway, Sweden and France rejected invitations.

The UK said it would not sign the treaty at Trump’s ceremony over concerns regarding the invitation to Putin.
Ou seja, longe de “reunir” os países do G7, o Conselho sequer conseguiu atraí-los. O Canadá chegou a ter seu convite revogado por Trump.
Trump rescinded Canada’s invitation days after Carney delivered a speech at Davos warning of an “era of great power rivalry.”

3. Os países membros são muito distintos do perfil G7/BRICS/G20:
Trump’s Peace Council brought together 19 countries from the Middle East and South America, excluding Ukraine and Western European countries.
Os signatários incluíam, entre outros,
Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Catar, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Marrocos, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.

4. É uma estrutura liderada e controlada pelos EUA, não um fórum de conciliação multilateral:
A organização é regida por uma carta privada própria, que nomeia apenas uma pessoa, “Chairman Trump”, o qual pode adotar resoluções ou iniciativas em seu nome sem consultar o conselho, além de ser membro vitalício.

Countries seeking permanent membership face a $1 billion contribution fee, with Trump designated as permanent chairman even after leaving office.

5. Posição do Brasil: O Brasil não aderiu e demonstrou cautela.
Brazil, under President Luiz Inácio Lula da Silva, viewed the proposal with caution, expressing concern that it could concentrate excessive power in the US presidency and overshadow the role of the UN.


Síntese para o candidato CACD

A afirmativa mistura fatos reais (existência do organismo, local e data da assinatura) com descrições completamente fictícias sobre sua natureza e propósito. O Board of Peace (Conselho da Paz) é uma iniciativa unilateral dos EUA sob liderança pessoal de Trump, originada no contexto do plano de paz para Gaza, e não um mecanismo de conciliação multilateral entre G7, BRICS e G20. Pelo contrário, vários membros do G7 (França, Reino Unido, Canadá, Noruega, Suécia) recusaram participar, e países como o Brasil adotaram postura de cautela. Trata-se de um organismo que gerou profundas controvérsias por sua estrutura hierárquica e pela concentração de poder na figura de Trump, sendo visto por muitos críticos como um desafio ao multilateralismo baseado na Carta da ONU — princípio fundamental da política externa brasileira.


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