CERTO.
A afirmação está correta e é amplamente corroborada por dados de organismos internacionais. Vejamos a análise detalhada:
1. Contexto do conflito
Os combates no Sudão começaram em 15 de abril de 2023, após uma disputa de poder dentro do governo que havia tomado o poder após o golpe de 2021.
O conflito envolve o governo internacionalmente reconhecido, controlado pelas Forças Armadas Sudanesas (SAF), lideradas pelo General Abdel Fattah al-Burhan, e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (RSF), lideradas pelo General Hemedti.
2. Dimensão da crise de deslocamento
Os números são inequívocos:
Em fevereiro de 2025, o conflito havia causado o deslocamento forçado de 12 milhões de pessoas — 9 milhões internamente e 3,5 milhões como refugiados em outros países —, configurando uma das maiores crises de deslocamento da história recente.
Mais de onze milhões foram deslocados, dando origem à pior crise de deslocamento do mundo.
O Sudão representa a maior crise humanitária do mundo. É também a maior e mais rápida crise de deslocamento.
3. Reconhecimento oficial por organismos internacionais
A classificação do Sudão como epicentro global de deslocamentos é reconhecida por múltiplas fontes:
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ACNUR (UNHCR):
A Agência da ONU para Refugiados descreveu a situação no Sudão como “a maior, bem como a crise de deslocamento de crescimento mais rápido globalmente”.
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ONU:
A guerra civil no Sudão continua tendo um impacto devastador sobre os civis, com agências da ONU descrevendo o conflito como simultaneamente a maior crise humanitária e a maior crise de deslocamento do mundo.
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IRC (International Rescue Committee):
Pelo terceiro ano consecutivo, o Sudão ocupa o topo da lista de emergências do IRC.
4. O Sudão no ranking mundial de deslocamentos
Os dados do Relatório de Tendências Globais do ACNUR confirmam a magnitude da crise sudanesa em perspectiva comparada:
O Sudão, com 14,3 milhões de refugiados e deslocados internos, tornou-se o país com o maior número de pessoas deslocadas à força no mundo, superando tristemente a Síria (com 13,5 milhões). Em seguida vêm o Afeganistão (com 10,3 milhões) e a Ucrânia (com 8,8 milhões).
O Sudão consolidou-se como o epicentro da maior crise humanitária da atualidade, superando as crises da Ucrânia e da Síria em volume de refugiados internos e externos.
5. Gravidade humanitária associada
Além do deslocamento em si, a crise é agravada por:
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Fome generalizada:
O Sudão enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo, com 25 milhões de pessoas sofrendo de insegurança alimentar severa.
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Colapso do sistema de saúde:
Mais de 70% dos hospitais do Sudão foram destruídos, deixando milhões sem acesso a cuidados médicos essenciais enquanto surtos de doenças aumentam.
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Genocídio reconhecido:
Em 7 de janeiro de 2025, os EUA declararam que as RSF e milícias aliadas cometeram genocídio.
Conclusão
A afirmação é CERTA sem qualquer ressalva. A guerra civil sudanesa, iniciada em abril de 2023, é responsável não apenas por “uma das maiores”, mas pela maior crise de deslocamento do mundo atualmente, segundo a ONU, o ACNUR, o IRC e diversas outras fontes internacionais de referência. A formulação da questão é, na verdade, até conservadora ao dizer “uma das maiores”, pois os dados indicam que o Sudão ocupa o primeiro lugar absoluto no ranking global de deslocamentos forçados.
Dica CACD: Este é um tema de alta relevância para a prova, pois intersecta Geografia da População (migrações forçadas e refugiados), Geopolítica africana (disputas internas e influência de atores externos como EAU) e Direito Internacional (genocídio, proteção de civis em conflitos armados e o papel do ACNUR).
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