Bom dia @ProfDanielSousa ! Estava com uma dúvida no tema da Equivalência Ricardiana. Entendo que o postulado estabelece que a substituição de impostos por emissão de dívida como forma de financiamento dos gastos do governo não geram impacto na demanda agregada, em virtude do ajuste das pessoas em não expandir seu consumo dada a expectativa de cobranças futuras de impostos. Minha dúvida é a seguinte: essa ausência de expansão da demanda não poderia gerar um aumento do entesouramento ou da poupança, ao menos no curto prazo, na medida em que as pessoas deixam de consumir? Qualquer um desses elementos não afetaria a taxa de juros ou estou misturando as coisas?
Agradeço desde já!
Na Equivalência Ricardiana, a ausência de aumento do consumo implica justamente um aumento da poupança privada no curto prazo. A ideia é que as famílias recebem uma renda disponível maior hoje devido à redução de impostos, mas, ao anteciparem que a dívida pública gerará impostos futuros, optam por poupar esse valor em vez de consumi-lo.
Entretanto, essa poupança adicional não produz necessariamente uma queda da taxa de juros, porque ela é absorvida pela própria emissão de dívida do governo. Em outras palavras, o aumento da oferta de recursos para empréstimo (pela maior poupança privada) é compensado pelo aumento da demanda por esses recursos (pela maior necessidade de financiamento do governo). Assim, no modelo ricardiano puro, nem o consumo, nem a demanda agregada, nem a taxa de juros se alteram significativamente.
Muito obrigado e bons estudos!
Entendi!, obrigado, professor!