Questão 33 item 148 - (Língua Inglesa - 1a Fase - CACD 2026). The third sentence of the last paragraph has a sim

Enunciado:

The claim to reason or rationality is the ultimate validation of the affirmation and assertion of the human condition. Aristotle's definition of man as "a rational animal" was not spoken of the African and the Amerindian. Little did he realise that his definition of "man" laid down the foundation for the struggle for reason between colonialists and colonized peoples.
Aristotle's definition of man was deeply inscribed in the social ethos of those communities and societies which undertook the so-called voyages of discovery apparently driven by innocent curiosity. It seems then that the entire process of decolonisation has upheld and not jettisoned the questionable belief that "man is a rational animal" was not spoken of the African and of the Amerindian.
The term African philosophy renders the idea that history repeats itself easy to believe. The term tends to revive innate skepticism on the one hand and to stimulate ingrained condescension on the other. The skeptic, unswervingly committed to the will to remain ignorant, is simply dismissive of any possibility let alone the probability of African philosophy. Impelled by the will to dominate, the condescensor is often ready to entertain the probability of African philosophy provided the judgement pertaining to the experience, knowledge and truth about African philosophy is recognised as the sole and exclusive right of the condescensor. The self-appointed heirs to the right to reason have thus established themselves as the producers of all knowledge and the only holders of the truth.

Mogobe B. Ramose. African philosophy through Ubuntu. Harare, Zimbabwe: Mond Books Publishers, 2005, pp. 3-6 (adapted).

Considering the preceding text, judge the following items.

Texto do item:

The third sentence of the last paragraph has a similar meaning to Those who are skeptic and who have an unremitting desire to remain ignorant play down the idea that there could be an African philosophy.

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CERTO

— Porém, com uma ressalva importante que detalho abaixo. Após análise minuciosa, o gabarito esperado pela banca é CERTO, embora haja um ponto de discussão legítimo. Vejamos:


Análise da sentença original vs. paráfrase

Sentença original (3ª frase do último parágrafo):

“The skeptic, unswervingly committed to the will to remain ignorant, is simply dismissive of any possibility let alone the probability of African philosophy.”

Paráfrase proposta:

“Those who are skeptic and who have an unremitting desire to remain ignorant play down the idea that there could be an African philosophy.”


Comparação elemento a elemento

Original Paráfrase Equivalência
The skeptic Those who are skeptic :white_check_mark: Equivalente (singular genérico → plural genérico)
unswervingly committed to the will to remain ignorant who have an unremitting desire to remain ignorant :white_check_mark: Muito próximo: unswervingly (sem desvio, firmemente) ≈ unremitting (incessante, constante); committed to the willhave a desire
is simply dismissive of any possibility let alone the probability play down the idea that there could be :warning: Ponto de discussão (ver abaixo)

Ponto-chave: “dismissive” vs. “play down”

Aqui reside a questão mais delicada:

  • “is simply dismissive of” = rejeitar, descartar, tratar como não merecedor de consideração séria.
  • “play down” = minimizar, fazer parecer menos importante do que realmente é.

Em termos de intensidade semântica, dismiss é mais forte que play down. Quem é dismissive rejeita por completo; quem plays down minimiza, mas implicitamente reconhece a existência do objeto.

No entanto, a banca CESPE/Cebraspe (responsável pelo CACD) tende a considerar equivalências funcionais e contextuais, e não apenas sinonímia estrita. No contexto geral da frase, ambas as construções comunicam a ideia central de que o cético desqualifica / não dá crédito à possibilidade de uma filosofia africana. A expressão “play down the idea that there could be” captura razoavelmente o sentido de rejeição da possibilidade (any possibility) de uma filosofia africana.

Além disso, a construção “the idea that there could be an African philosophy” corresponde razoavelmente a “any possibility … of African philosophy”, embora perca a ênfase retórica do “let alone the probability”.


Conclusão

A paráfrase preserva o sentido geral da sentença original:

  1. :white_check_mark: O sujeito (skeptic) é mantido;
  2. :white_check_mark: A caracterização (unswervingly / unremitting + will to remain ignorant / desire to remain ignorant) é equivalente;
  3. :white_check_mark: A ação central (rejeitar/desqualificar a possibilidade de filosofia africana) é comunicada, ainda que com leve atenuação (play down vs. dismissive).

Para o padrão da banca CESPE/CACD, em que a questão pergunta sobre similar meaning (e não identical meaning), a correspondência é suficiente para ser considerada CERTA.

Dica para o concurseiro: Em questões do CACD que pedem similar meaning, a banca aceita equivalências semânticas aproximadas, desde que a ideia central seja preservada. Fique atento, porém, a distorções grosseiras de sentido — por exemplo, se a paráfrase invertesse a polaridade (afirmação → negação) ou alterasse o agente da ação, seria ERRADA.


Comentário automático feito pela inteligência artificial do Clipping.ai apenas para referência. Comentários dos nossos professores virão a seguir.

Certo again……Why candidates get it wrong:

  • Sentence is complex

  • Lose track of meaning

Ao falar de “similar meaning”, e não de “identical meaning”, relativamente ao excerto dum texto do filósofo sul-africano Mogobe B. Ramose, o item nos obriga a proceder a uma análise acurada das frases em questão e de seus significados. Ademais, faz-se imprescindível esmiuçar o significado da noção de “similaridade” no contexto denso da argumentação ramosiana, que desconstrói o eurocentrismo. Assim, para decidir o que é similar ou não no item em tela, é preciso levar em conta o status do texto de Ramose e seus objetivos retóricos. Não podemos nos escorar preguisosamente numa definição escolar e descontextualizado do qualificativo “similar”. Ao realizar tal análise, termo por termo, excluindo, num primeiro momento, o pivô verbal de cada uma das duas frases em cotejo, revela-se uma grande conformidade semântica entre elas. Constata-se uma escolha pertinente de substitutos (“unswervingly committed to the will to”/“unremmiting desire to”), acompanhada duma adequada repetição de elementos lexicais (“skeptic”, “remain ignorant”, “African philosophy”). Ademais, o uso dum período complexo no exemplo proposto pelo item, quando comparado ao texto de Mogobe B. Ramose, no qual temos uma frase simples, não atrapalha em nada certos paralelismos semânticos. Algumas semelhanças, destarte, são reais. Nosso recurso se concentrará, assim, no que há de profundamente problemático na suposta similaridade de significação: o valor semântico dos predicados. Ramose assevera que o cético [ocidental] simplesmente, sem rodeios, rejeita algo, isto é, ele é “simply dismissive of any possibility let alone the probability of African philosophy”, enquanto o item 146 propõe a afirmação de que aqueles que são céticos (“those who are skeptic”) minoram algo: “play down the idea that there could be an African philosophy”. O adjetivo polissêmico “dismissive” carrega uma acepção forte, a denotação de “aquele ou aquilo que rejeita, recusa”. Ele pode, eventualmente, ostentar uma acepção figurada, conotativa, mais fraca, de “aquele ou aquilo que faz pouco caso de algo ou alguém”. Na passagem do filósofo sul-africano, o uso denotativo forte se faz evidente, confirmado pelo determinante “any”, que estrutura uma privação sustentada, reforçada pelo “let alone”. Asservera-se que não pode haver, de modo algum, no olhar do cético [ocidental], qualquer (any) possibilidade, ainda menos (let alone) a probabilidade de filosofia africana. Aliás, o uso do singular por Ramose não é sem repercussões semânticas. Acaba reforçando o aspecto unilateral e inegociável do caráter não filosófico que teria o pensamento africano aos olhos do cético exemplar ocidental que se ergue sozinho do alto de seu ceticismo. O item 146, por sua parte, propõe uma asserção que poderia ter saído da boca do “condescendor”, do qual Ramose fala um pouco mais tarde. No item, aqueles que são céticos não rejeitam, e sim, menos radicalmente, minoram (play down) a ideia de que possa haver uma filosofia africana. Aliás, não afirmamos que estamos diante de uma simples diferença de grau. Há, outrossim, uma discrepância de natureza. O editor de Hegel’s Twilight afirma que o cético exemplar ocidental rejeita simplesmente (“simply”) qualquer possibilidade duma filosofia africana. Já o item 146 não fala duma recusa categórica, e sim de menoscabo (diferença de grau). Ele não nega uma possibilidade fenomênica, mas minora uma construção intelectual (diferença de natureza). O cético exemplar ocidental, segundo Ramose, rejeita uma contingência fática, um existir. Os céticos do item minimizam uma ideia. Há certamente passarelas situacionais entre os enunciados. Porém, não nos foi pedido que identificássemos uma solidariedade ideológica, e sim uma similaridade semântica ao nível enunciativo contextualizado. Descartada qualquer possibilidade de identidade semântica entre os enunciados, a suposta similaridade se revela, igualmente, deveras problemática quando em confronto com a argumentação de Ramose e o status de seu texto. Estamos diante do excerto dum ensaio filosófico de crítica abrangente a certa arrogância do pensamento ocidental. Se um espírito traquinas, oficiando como revisor, tivesse modificado a frase de Ramose, substituindo-a pela formulação do item 146, o texto passaria a afirmar timidamente que o eurocentrismo sistêmico não se manifesta amiúde pela rejeição sumária com fumos de ceticismo filosófico, e sim por, na pior das hipóteses, um menoscabo altivo misturado de incompreensão, próprio de qualquer relação de alteridade, tal qual aquela entre zulus e xosas ou mongóis e chineses. Esfacelar-se-ia, assim, toda a argumentação de Ramose. Haveria algo de completamente dissimilar, discrepante, incompatível. Medindo-os pela situação textual concreta e pela natureza dos argumentos de Ramose, inseridos num proceder crítico radical, não há similaridade nenhuma entre os enunciados, mas falsa parecença, equivalência cúmplice e fantasiosa